terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Após denúncia de propina, Alckmin confirma secretários no governo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS DOS JORNAIS DE HOJE (10-01-2014 - SEXTA-FEIRA    

10 de janeiro de 2014

O Estado de S. Paulo


Manchete: Planalto se blinda e lança plano contra crise em prisão
Ministro da Justiça vai ao Maranhão, dá apoio a Roseana Sarney e tenta esvaziar pedido de intervenção no Estado

Preocupada com os efeitos da crise de segurança no Maranhão, a presidente Dilma Rousseff pôs em prática uma estratégia para blindar o Planalto, esvaziar o possível pedido judicial de intervenção federal no Estado e manter o apoio da família Sarney à sua campanha pela reeleição, informam Vera Rosa e Felipe Recondo. Dilma enviou a São Luís o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se reuniu com a governadora Roseana Sarney para garantir o aval do Planalto a tudo o que a aliada precisar. Ele anunciou um pacote anti-crise, que tem como ponto principal a criação de comitê gestor unindo Executivo estadual e federal, Legislativo e Judiciário. O pedido de intervenção no Maranhão, após a morte de 62 detentos no presídio de Pedrinhas, está pronto. Agora, o procurador-geral Rodrigo Janot avalia qual o melhor momento para enviá-lo ao STF. Roseana renunciará em abril para concorrer ao Senado e tentar garantir a permanência da família no poder. (Págs. 1 e Metrópole A13 a A15)

Preso relata violência da tropa federal

Por celular, de dentro do presídio de Pedrinhas, um detento relatou ao repórter Artur Rodrigues a violência sistemática por parte da tropa federal, que chegou à penitenciária em outubro após uma rebelião. “Desde que a Força Nacional chegou a gente vem sendo agredido. Estão atirando direto com bala de borracha. Tratam a gente feito animais", disse. A Justiça investigará a denúncia. (Págs. 1 e A14)

Bovespa fecha no menor nível desde agosto; dólar sobe
A Bovespa fechou ontem a 49.321 pontos, o menor nível desde 29 de agosto de 2013. A queda foi de 2,48%, com perda acumulada de 4,24% no ano. O dia foi de baixa nas principais bolsas de valores do mundo, mas no Brasil foi mais acentuada. Na avaliação de analistas, o desempenho é reflexo da desconfiança dos investidores com o desempenho da economia. O dólar fechou cotado a R$ 2,397 (alta de 0,29%), o maior valor desde agosto. (Págs. 1 e Economia B3)
Governo tenta mudar controle da ALL ferrovia
O governo articula mudar os controladores da ALL por considerar que a atual gestão da companhia ferroviária pode comprometer o escoamento da safra de grãos, informa Mônica Scaramuzzo. Hoje o BNDES reúne-se com a Cosan, que em 2012 fez, sem sucesso, proposta para entrar no controle da ALL, para saber se ela está disposta a integrar o comando da empresa. (Págs. 1 e Economia B1)
Aliados de Dilma disputam ministérios
O PMDB e PP-PROS disputam espaço na reforma ministerial que a presidente Dilma promoverá. Eles querem garantir mais recursos financeiros às bases eleitorais para conquistar um maior número de parlamentares. (Págs. 1 e Política A4)
Homem-bomba mata 23 recrutas iraquianos (Págs. 1 e Internacional A10)


Pedro Henry começa a trabalhar fora de prisão (Págs. 1 e Política A9)


Dora Kramer: Contrário senso
Seja de imediato ou não, o deputado João Paulo Cunha será preso. A prisão dos mensaleiros contrariou as expectativas iniciais da população. (Págs. 1 e Política A8)
Notas & Informações: O PT volta a se mostrar
Além do strip-tease de sua alma, o PT cometeu o erro de tratar Eduardo Campos como inimigo. (Págs. 1 e A3)
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Correio Braziliense


Manchete: Aprovação na UnB fica mais difícil com Enem
A estreia da Universidade de Brasília no Sistema de Seleção Unificada aumentou a visibilidade da instituição e despertou o interesse de estudantes de outros estados. Como consequência, os brasilienses enfrentam maior concorrência pelas vagas. No curso de medicina, por exemplo, a UnB registra a segunda maior nota de corte do país: a disputa tem hoje 135,10 candidatos por vaga. O prazo final para inscrição no Sisu termina hoje à noite. (Págs. 1 e 23)
Maranhão é só promessas
O iminente pedido de intervenção federal no estado, governado por aliados políticos do Planalto, levou o ministro da Justiça a São Luís para discutir a crise nos presídios e as medidas contra a violência. (Págs. 1, 6, 7, Colunas Nas Entrelinhas 4 e Brasília-DF, 5)
Ministros saem para reforma na Venezuela
Em meio a uma grave crise na segurança pública, o presidente Nicolás Maduro vai mudar todo o gabinete de governo. (Págs. 1 e 14)
O risco ronda Vicente Pires
Levantamento mostra que a região tem mais de 150 áreas consideradas perigosas. Lista traz todo tipo de problema, que vai de casas ameaçadas por enxurradas a crateras nas principais vias de acesso. O GDF diz que obras dependem de contrato com o Ministério das Cidades. (Págs. 1 e 20)
Fotolegenda: Voo para lições made in USA
Mais de 500 professores e 37 estudantes, entre eles os brasilienses Erivelton e Paloma, embarcam rumo aos EUA para intercâmbio cultural de três semanas. (Págs. 1 e 22)
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Estado de Minas


Manchete: Acidentes diminuem, mas... A morte acelera nas BRs
Enquanto os processos para duplicação de rodovias como a 381 e a 040 se arrastam, o número de óbitos causados por acidentes nas estradas federais de Minas em 2013 aumentou 5% em relação aos 1.196 registrados no ano anterior. A estatística alarmante está na contramão da queda de 2% no total de acidentes e de 2,8% no de feridos.

Além das más condições das vias, a violência dos desastres é, segundo especialistas, consequência da imprudência e da falta de “sensação de perigo” dos motoristas, confiantes de que itens como airbags e freios ABS garantiriam a segurança mesmo em excesso de velocidade. Para esses estudiosos, o fundamental é mudar a mentalidade dos condutores. (Págs. 1 e 17)

Violência extrema: Assassinos do casal de advogados confessam também ter estuprado a mulher
A brutalidade da morte a sangue-frio de Alexandre Werneck, de 46 anos, e da namorada, Lívia Viggiano, de 39, durante passeio na Serra do Cipó, foi revelada pelos acusados. Marcos Magno Peixoto Faria, de 25 anos, e Helton Moreira de Castro, de 19, ainda contaram terem ambos violentado Lívia. Está sendo investigada a participação de uma terceira pessoa e qual seria o destino da caminhonete de Alexandre, incendiada depois que os criminosos não conseguiram ligá-la.

Exames de DNA determinarão se corpos encontrados na estrada entre Sabará e Caeté são dos namorados Jardel Madeira, de 35 anos, e Sandra Pompermayer, de 38, desaparecidos desde o dia 29. (Págs. 1, 20 e o Editorial ‘As lições da Serra do Cipó’, 6)

Pressão no STF para prender mensaleiro
Ministros do Supremo defendem agilidade da Corte para expedir mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP). (Págs. 1 e 3)
Aécio critica atrasos em obras federais
Para o senador, conclusão de intervenções como a reforma de Confins é lenta. Em BH, ele apresentou o cronograma do PSDB para as eleições. (Págs. 1 e 4)
Maranhão: Conselho cobra agilidade para conter violência (Págs. 1, 8 e 9)


Aeroportos: Confins vai ser entregue mais cedo a consórcio (Págs. 1 e 13)


Sisu/Enem: Minas é líder em cursos de maior nota de corte (Págs. 1 e 19)


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Jornal do Commercio


Manchete: Gravações comprovam o toma-lá-dá-cá em Caruaru
JC tem acesso ao processo que transcreve gravações da Polícia Civil feitas com 10 vereadores acusados de pedir propina para aprovar projetos do Executivo. Prefeito e secretário são considerados vítimas. Um vereador voltou a ser preso. (Págs. 1 e 5)
Choque mata garoto em Paulista
Ênio de Brito, 11 anos, natural de Itapetim, passava as férias na casa da tia, no Loteamento Conceição, Pau Amarelo, quando pisou num fio elétrico caído na rua. Área técnica da Celpe vai apurar causa do acidente. (Págs. 1 e Cidades 3)
Recife reduz em 24% total de homicídios
Balanço do Pacto pela Vida mostra evolução positiva entre 2012 e 2013 na capital. No Estado, queda foi menor. (Págs. 1 e Cidades 2)
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Zero Hora


Manchete: Investigada fraude em obras públicas de R$ 12 milhões
Empresários, funcionários públicos e diretores de duas secretarias estaduais são alvo de apuração sobre esquema especializado em superfaturar contratos,como de reformas em escolas. (Págs. 1, 4, 5 e 10, Rosane de Oliveira)
Fotolegenda: Fidel ressurge
Recluso desde abril do ano passado, ex-ditador cubano de 87 anos participou de vernissage em Havana, na quarta-feira. (Págs. 1 e 26)
E segue o efeito Copa: Passagens quatro vezes mais caras
Companhias mantêm preços superiores no Mundial,comparados a meses anteriores. (Págs. 1 e 18)
Mutirão: Cruzada na UFRGS para salvar acervo
Cano rompido na maior das 33 bibliotecas da universidade ameaça pelo menos 18 mil livros. (Págs. 1 e 30)
Agropecuária: Sobra crédito para produção sustentável
Programa ABC, que estimula redução de emissões de carbono, ainda é pouco conhecido. (Págs. 1 e Caderno Campo e Lavoura)
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Brasil Econômico


Manchete: Supersafra não garante queda de preços no ano
Só o feijão preto deverá ter um aumento de 40% na produção. Os reflexos na inflação, entretanto, não são garantidos, pois os preços dependem do mercado externo e das condições climáticas. No caso da soja, a expectativa é de que a safra chegue a 90 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10% em relação ao que foi produzido no ano passado. (Págs. 1 e 7)
Petróleo: HRT anuncia produção para driblar crise
Em meio a uma disputa interna, a empresa divulgou ontem que está assumindo a operação do campo de Polvo, o primeiro da petroleir Conselheiros e a direção trocam acusações sobre gestão da companhia. (Págs. 1 e 14)
Mosaico político: Livro revela as artimanhas do banqueiro Daniel Dantas para frear investigações (Págs. 1 e 2)


Inflação: Cesta básica subiu mais de 10% em 9 capitais brasileiras em 2013 (Págs. 1 e 5)


Eles desnudaram espionagem do FBI
Bonnie e John Raines integraram em 1971 o grupo de oito norte-americanos que roubou documentos para mostrar a perseguição a cidadãos dos Estados Unidos que lutavam pelo fim da guerra do Vietnã e pela igualdade de direitos para negros e brancos. (Págs. 1, 26 e 27)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Espírito Santo recebe 170 homens do Exército do Rio que irão dar suporte às vítimas da chuva

Publicação: 26/12/2013 10:33 Atualização: 26/12/2013 12:53

Devido ao grande volume de chuva que atinge o estado do Espírito Santo neste mês, 170 homens do Exército e 24 homens do Corpo de Bombeiros, ambos do Rio de Janeiro, foram eviados ao estado para auxíliar no resgate às vítimas que sofrem com as consequências das chuvas. Os militares chegaram ao estado às 23h desta quarta-feira (25). Permanecem na Grande Vitória 40, enquanto outros 130 seguem para Colatina. O município de Colatina, um dos mais afetados, receberá 130 militares. Os demais permancerão na Grande Vitória.

As equipes que desembarcaram no Espírito Santo são especializados em atuar em desastres naturais e se juntam aos 72 homens da Força Nacional de Segurança que já estão desde o último sábado (21). Quatro helicópteros trabalham no resgate às vítimas, sendo dois do governo capixaba e dois da Força Nacional.

O governador Renato Casagrande (PSB) e o vice-governador Givaldo Vieira (PT), acompanhados do coordenador da Defesa Civil Estadual coronel Marcelo D’Isep, percorrem hoje  (26) os municípios mais afetados. Baixo Guandu, Itaguaçu, Itarana e Santa Leopoldina estão na previsão inicial de roteiro de acompanhamento dos trabalhos da ajuda humanitária, que poderá sofrer alterações em função do tempo nessas regiões.

A chuva que atinge o estado já vitimou 21 pessoas. Os números referem-se aos óbitos ocorridos até ontem (25), já que nesta quinta-feira nenhum caso de morte foi registrado pelas autoridades capixabas.
Com agências
 
 
 
 

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nascida em batalhão do Exército em Roraima, onça-pintada irá para ONG em SP

Aliny Gama
Do UOL, em Maceió
  Onça-pintada Romeu, de 7 anos, que vive em cativeiro desde que nasceu em Normandia (187 km de Boa Vista) vai ganhar um novo lar no próximo sábado (9)

  • Onça-pintada Romeu, de 7 anos, que vive em cativeiro desde que nasceu em Normandia (187 km de Boa Vista) vai ganhar um novo lar no próximo sábado (9)
A onça-pintada Romeu, de 7 anos, que vive em cativeiro desde que nasceu no 7º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva), no município de Normandia (187 km de Boa Vista), finalmente vai ganhar um novo lar no próximo sábado (9). Após um ano de espera, Romeu foi adotado pela Associação Mata Ciliar, que possui um santuário ecológico em Jundiaí (58 km de São Paulo).
Segundo a Mata Ciliar, o animal será transportado pela TAM, sem custos para a ONG, de Boa Vista até Guarulhos (Grande São Paulo), de onde seguirá para Jundiaí em um caminhão da CCR AutoBAn, em uma operação que durará pelo menos dez horas de viagem.
A viagem de Romeu será acompanhada por duas pessoas da associação, sendo um veterinário, que ganharam passagem e hospedagem da Tetra Pak. Não se sabe ainda se Romeu será sedado.
Romeu será transportado no bagageiro do avião em uma caixa produzida especialmente para ele, que foi custeada por meio de doações.
A viagem de Roraima até São Paulo começará às 16h desta sexta-feira (8), quando Romeu será transportado em um caminhão da cidade de Normandia até Boa Vista, onde aguardará o voo para São Paulo, que sairá às 4h da manhã do sábado (9). A estimativa é que Romeu chegue a capital paulista às 11h30, de onde seguirá de caminhão até Jundiaí.
Romeu viverá no mesmo santuário que o leão Juba, resgatado no Ceará, mora desde junho de 2012.
O recinto da Mata Ciliar onde Romeu ficará por enquanto será só dele. Talvez no futuro ele ganhe uma companheira.
Há cerca de um ano, o Exército não renovou a licença de criadouro no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e todos os animais que lá viviam foram destinados a zoológicos ou criadouros, menos Romeu.
Apesar de não está mais regularizado, o BIS continuou cuidado de Romeu porque o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Ibama, que é responsável por destinar os animais, não conseguiu nenhum local regular que tivesse como abrigar a onça pintada, já que o recinto deve ter especificações mínimas do ponto de vista de tamanho e segurança.
"Temos um recinto onde Romeu poderá viver seguro e tranquilo. Levamos alguns meses para tomar todas as providências necessárias para recebê-lo. É um resgate complexo já que é um animal silvestre adulto", disse a colaboradora da Mata Ciliar Célia Frattini. Ela é uma das administradoras da página "Leão Simba Também Precisa de Você", página que viabilizou o resgate do leão Juba.

Juba

Com um ano e cinco meses que mudou de casa, o leão Juba, 24, está totalmente adaptado no recinto que ganhou na Mata Ciliar. O canto dos passarinhos e o barulho da mata fez Juba ficar mais tranquilo e dorminhoco.
"Juba está bem. Tranquilo e dorminhoco como sempre. É um custo fazer ele se levantar um pouco. Ele até precisaria fazer um exercício, afinal já é um senhorzinho, mas quem faz ele fazer alguma coisa?", disse Frattini.
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Desprezado por zoológicos, leão Juba espera por novo lar13 fotos

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05.jun.2012 - Com muitas marcas no rosto e pelo corpo dos maus-tratos sofridos ao longo de uma vida em cativeiros particulares, Juba foi rejeitado por vários zoológicos antes de ser acolhido por uma ONG. O leão deve ser transferido para um santuário ecológico em Jundiaí, a 58 quilômetros de São Paulo Leia mais Divulgação/Mata Ciliar
Segundo tratadores do leão, o animal se alimenta bem e come cinco quilos de carne por dia. Nesse período, o leão aprendeu a se abrigar da chuva ou frio e tem os cantinhos preferidos no recinto.
A história do leão o torno conhecido mundo afora.
Segundo a Mata Ciliar, Juba recebe muitas visitas. "Sempre tem visitas novas querendo conhecê-lo. É certamente o leão mais mimado do mundo", afirmou Frattini.

Centro de felinos

A Associação Mata Ciliar mantém o Centro Brasileiro para Conservação de Felinos Neotropicais (Centro de Felinos Selvagens) que implementa estratégias para a conservação das oito espécies de felinos existentes no Brasil.
O local, segundo Frattini, é um centro de referência internacional, fornecendo subsídios para diversas pesquisas, tanto em cativeiro como em vida livre.
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Bichos da semana33 fotos

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29.out.2013 - A primeira espécie de carnívoro descoberta nos últimos 30 anos, o olinguito, um pequeno mamífero que habita florestas da América do Sul, é visto em nova imagem, desta vez de um filhote. Eles são pequenos, têm o nariz adaptado para procurar pedaços de frutas e os pés são usados para subir nas árvores Leia mais Juan Rendon/SavingSpecies

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Forças Armadas passam o pires no Congresso (Josias de Souza)
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  1. Humilhante e ridículo o tratamento que o Governo dá às nossas Forças Armadas, asfixiando-as economicamente, Confira>
Os governantes insensíveis, parecem ignorar o papel constitucional das Forças Armadas, a necessidade de segurança de nossas fronteiras,  da nossa amazônia, do nosso mar territorial (nossa amazônia azul), do nosso pré-sal, da sua contribuição de manutenção da ordem interna, além da participação social dos militares.

Vejam até que ponto chegamos:

    

Forças Armadas passam o pires no Congresso
   Josias de Souza

Submetidas a severos cortes orçamentários, as Forças Armadas frequentam a cena política brasiliense de pires na mão. Nas últimas três semanas, os comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica promoveram encontros com deputados e senadores para expor seus números e pedir socorro. Tentam restituir parte dos cortes que a área econômica do governo promoveu no Orçamento da União para o ano de 2014, a ser aprovado no Congresso até o final do ano. Os militares preocupam-se sobretudo com a rubrica de “investimentos”.
O Exército projetara para 2014 investimentos de R$ 21 bilhões. Informado de que sua ambição não ornava com a disponibilidade do Tesouro, pediu R$ 13 bilhões. Na versão final da proposta de Orçamento enviada ao Congresso, ficou com R$ 5,8 bilhões. A Marinha planejara investir R$ 12 bilhões. Levou R$ 2 bilhões. A Aeronáutica requisitara R$ 8,8 bilhões. Obteve R$ 4,8 bilhões.
Ainda que sejam preservadas pelos congressistas, essas cifras estarão sujeitas ao chamado contingenciamento, eufemismo para o bloqueio de gastos que o Tesouro costuma impor, manu militari. Para tentar fugir da tesoura, as Forças Armadas pedem que seus projetos de investimento sejam acomodados sob o guarda-chuva do PAC, único programa que está a salvo dos cortes.

domingo, 27 de outubro de 2013

'País trata a Amazônia como colônia', diz comandante militar

LUCAS REIS
DE MANAUS

Ouvir o texto


Para o comandante militar da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é como uma colônia do Brasil. "Ela não está integrada ao país e, portanto, não há conhecimento de sua realidade e potencial", diz o general Eduardo Villas Bôas, 61, desde 2011 à frente de 19 mil homens e 9.300 km de fronteiras.

Em entrevista na sede do comando, em Manaus, ele citou a ausência estatal na floresta, criticou a política indigenista oficial, alertou sobre a ação de ONGs na região e aprovou, com ressalvas, o programa Mais Médicos.

Evitou, porém, bater de frente com o governo federal, principalmente quando o assunto eram os índios. "Quando digo que há dois problemas na política indigenista do país, não faço críticas ao governo. Somos nós. Nós temos esse problema", disse.

Também evitou falar sobre a Comissão da Verdade, que apura a violação dos direitos humanos na ditadura militar.

"Cada militar tem uma opinião sobre isso. É um assunto sensível. Se a gente ficar expressando, traz prejuízo tanto para o Exército quanto para o governo federal."

Joel Rosa/Em Tempo
General Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia
General Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
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Folha - Brasília sabe o que acontece na Amazônia?
General Villas Bôas - Na parte da defesa até sabe. O que ocorre é que, em pleno século 21, o país não completou sua expansão interna. Temos metade do nosso território a ser ocupado, integrado à dinâmica da sociedade. A Amazônia, como não está integrada ao país, não há conhecimento no sul da sua realidade, seu potencial. É como se fosse uma colônia do Brasil. Ela não é analisada, interpretada, estudada e compreendida numa visão centrada da própria Amazônia. Isso nos coloca numa posição periférica.

Quais são as principais necessidades da população local?
As reais necessidades da população da Amazônia chegam ao centro-sul de maneira distorcida. Com isso, monta-se uma base de conhecimento desfocada, com soluções não apropriadas. A população, principalmente no interior, não tem necessidades básicas atingidas. Em grande parte, não há nenhuma presença do governo do Estado. Em algumas áreas as Forças Armadas são essa única presença.

O material humano e financeiro atual do comando militar é suficiente para monitorá-la?
Não é suficiente. A partir da Estratégia Nacional de Defesa, em 2008, a Amazônia virou prioridade. Mas só de fronteira temos 11 mil km. E nossa capacidade de vigilância está basicamente restrita ao fator humano. Monitorar toda essa área só será possível com tecnologia incorporada, cujo sistema de monitoramento está em desenvolvimento e custará R$ 10 bilhões até 2020. Desde 1999, o Exército tem poder de polícia na faixa de fronteira [150 km de largura], isso estabeleceu nova responsabilidade. Outro aspecto é a grande vulnerabilidade que o país todo tem. Estamos no século 21 e um país da nossa dimensão não tem um satélite. Não vamos ter autonomia total enquanto não tivermos nossos satélites. Por isso este projeto está no Ministério da Defesa.

Concorda com a demarcação de novas terras indígenas?
A discussão é importante. Veja o que aconteceu na Raposa/Serra do Sol [cujos não indígenas foram retirados]. Foi feita demarcação, e as estruturas econômicas tiveram que sair. Hoje os índios têm dificuldades para encontrar alternativas viáveis. O que a iniciativa privada proporcionava ali, o governo tem dificuldade de proporcionar. A participação do Congresso é importante, pois viabiliza a participação de outros setores. Eu acho positivo, sim. Os índios, coitados, ficam prisioneiros de duas vertentes: o interesse econômico e a fundamentalismo ambientalista.

Como o sr. avalia a política indigenista brasileira?
Há dois problemas. E não estou fazendo críticas ao governo. Somos nós, Brasil. Primeiro, os órgãos que atuam na Amazônia, nessas questões típicas, ambiental e indígena, têm estrutura deficiente. O governo trabalha para ampliar, mas ainda é carente. O segundo aspecto é que a política indigenista é muito geopolítica. Ela se resume praticamente a delimitar as terras e os índios ficam confinados nelas. Seria interessante que a delimitação fosse seguida de outro tipo de programa que desse sustentação à vida dos índios. Por maior que seja a terra, a vida do índio não se viabiliza. Os recursos naturais vão se esgotando. Nossa política está muito homogênea do ponto de vista de não reconhecer diferentes níveis de aculturação das comunidades.

Qual é o papel das ONGs estrangeiras na Amazônia?
Além de tudo que representa, a Amazônia tem um papel muito grande na integração sul-americana. Ela abriga a solução para alguns dos grandes problemas que afligem a humanidade, como água, energia renovável, biodiversidade, mudança climática. Isso justifica toda essa pressão em torno da Amazônia que faz a opinião pública internacional. Nesta semana, o governo está passando leis no Congresso estabelecendo mecanismos de controle mais rígidos sobre as ONGs do ponto de vista da movimentação financeira. Não é o caso de estigmatizar as ONGs, elas vieram preencher espaços e atender necessidades da população que nem o primeiro nem o segundo setores têm capacidade de atender. Mas há coisas fora de controle, e a gente fica numa insegurança, não sabe quem são, quais os objetivos. E muitas vezes [elas] atuam no sentido contrário aos interesses do governo brasileiro.

Pode citar um exemplo?
Veja a dificuldade para asfaltar a BR-319 [que liga Manaus e Porto Velho. Em 2009, o braço brasileiro da ONG americana Conservation Strategy Fund divulgou estudo afirmando que a reforma da estrada traria prejuízo]. É uma rodovia que já existiu, não gerou desflorestamento, não houve prejuízo ambiental. Mas o governo não consegue fazer... é um absurdo. Manaus está conectada à Venezuela, mas não ao restante do Brasil. É extremamente difícil viabilizar a recuperação dessa rodovia, são forças que realmente têm capacidade de intervir e inibir isso. E muito por causa do fundamentalismo ecológico. Não se faz omelete sem quebrar o ovo, se vou lançar um gasoduto, alguma árvore vou derrubar. É uma visão pragmática.

Qual é a sua opinião sobre o programa Mais Médicos?
Se me perguntar quais são os dois principais problemas da Amazônia, eu diria que é logística e médico. Nós fazemos atendimento à população civil e até a índios. No interior não tem médico. Realmente é uma necessidade. Mas acho que eles têm que pensar na parte de estrutura, condições de trabalho. Pois acho que as mesmas realidades que causam a saída dos médicos brasileiros desses municípios poderão causar a não permanência do médico estrangeiro. A gente visita município que não tem estrutura de saúde. O programa é necessário, mas é importante que não fique restrito somente à colocação dos médicos.

Em 2005, o então comandante do Exército, general Albuquerque, disse 'o homem tem direito de tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo [no Exército]'. A realidade atual mudou?
Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.

O senhor tem acompanhado a Comissão da Verdade?
Como profissional e militar, me interesso, sim. Mas na minha instância, institucionalmente, não há nenhuma implicação para nós.