domingo, 11 de janeiro de 2015

Jaques Wagner inicia visita aos comandos das Forças Armadas

9/1/2015 15:45
Por Redação, com assessoria de imprensa - de Brasília

Jaques Wagner
O ministro começou a agenda na quinta-feira, pela Aeronáutica

Até a próxima terça-feira, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, conclui a série de visitas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O ministro começou a agenda na quinta-feira, pela Aeronáutica. Na sede da Força Aérea, ele foi recebido pelo atual comandante, brigadeiro Juniti Saito, e pelos oficiais-generais quatro estrelas.
No gabinete do brigadeiro Saito, o ministro Wagner acompanhou atentamente palestra que teve por finalidade expor os principais projetos e programas para os próximos anos. A visita foi concluída com almoço.
Na manhã desta sexta-feira, o ministro Jaques Wagner esteve na sede da Marinha do Brasil. Ele foi recebido com honras militares pelo atual comandante, almirante Julio Soares de Moura Neto.
Após passar em revista às tropas, o ministro Wagner seguiu para o gabinete de Moura Neto.
Lá, na companhia do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, do comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira – indicado pela presidenta Dilma Rousseff para assumir o comando da Marinha – e demais oficiais-generais, o ministro participou de um almoço seguido de palestra do almirante Moura Neto.
Na próxima terça-feira, o ministro irá ao Comando do Exército, no Setor Militar urbano (SMU), em Brasília (DF).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Clube Militar elogia novo comandante do Exército


O presidente do Clube Militar, Gilberto Pimentel, disse que o novo comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, é um "democrata" que concorda com as opiniões de oficiais da reserva sobre a ditadura (1964-1985).
"Ele é brilhante, uma unanimidade [no Exército]", disse Pimentel: "É um grande amigo. A presidente não poderia ter escolhido melhor".
O clube presidido por Pimentel, que reúne militares da reserva, vocaliza opiniões favoráveis ao golpe de 1964.
Para eles, a ditadura foi necessária para barrar o comunismo, e as tentativas de investigar e punir agentes apontados como torturadores são atos ilegais de revanchismo.
Em resposta ao recente relatório final da Comissão Nacional da Verdade, por exemplo, o clube emitiu uma nota segundo a qual o documento é uma "coleção de calúnias".
A comissão responsabilizou 377 agentes (inclusive os presidentes militares) pelas violações ocorridas no período. Questionado sobre qual é a opinião do novo chefe do Exército sobre o regime, Pimentel disse: "Concorda com nossas opiniões. Assim como nós, entende que a estamos vivendo uma nova fase [da história]. É um democrata, um sujeito sensato, equilibrado".
Ele frisou que não pode falar em nome de Villas Bôas. Contatado por meio da assessoria do Exército, ele não comentou as falas de Pimentel. Villas Bôas não costuma dar declarações. Em 2013, questionado sobre a Comissão da Verdade, disse: "Institucionalmente, não há nenhuma implicação para nós".
Dilma nomeia 'novos comandantes' para as Forças Armadas

Tudo em casa>>>
Para definir a escolha dos novos comandantes, a presidente Dilma fez reuniões na manhã e na tarde desta quarta, no Palácio do Planalto, com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, chefe das Forças Armadas, segundo informou a Secretaria de Imprensa.

Enzo Peri, Júlio Moura Neto e Juniti Saito estavam à frente das três forças desde fevereiro de 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles permaneceram nos cargos após a eleição da presidente Dilma Rousseff para o primeiro mandato, em 2011.
A Secretaria de Imprensa da Presidência informou que o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas passará a comandar o Exército; o almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, a Marinha; e o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, a Aeronáutica.
Exército
O general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas foi comandante militar na Amazônia e atualmente trabalha na chefia do Comando de Operações Terrestres (Coter), coordenando todas as operações militares em território nacional.
Marinha
O almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira é carioca e atual comandante da Escola Superior de Guerra (ESG). Ele entrou na Marinha em 1971, pela Escola Naval, e exerceu, ao longo dos últimos 43 anos, cargos como o de chefe do Estado-Maior da Esquadra, comandante do 7º Distrito Naval e diretor de Portos e Costas.
Aeronáutica
O brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato tem mais de 3,5 mil horas de voo e ingressou na Força Aérea em março de 1969. Na Força Aérea Brasileira (FAB), chefiou a Direção de Organização e o Comando-Geral de Operações Aéreas, além do Departamento de Ensino da Aeronáutica. (Fonte: informações de G1)

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Exército estuda adotar fuzil projetado e fabricado no País 

Portal Terra
O Exército Brasileiro está testando um novo fuzil que pode ser adotado em substituição ao FN FAL, atualmente  utilizado. É o IA2, desenvolvido e fabricado totalmente pela Indústria de Material Bélico do Brasil. 


De acordo com o Exército, as principais características do fuzil IA2 são: calibre 5,56 x 45mm; peso 3,4kg; comprimento de 85cm; utiliza dispositivo de mira holográfica; tem carregador com capacidade para 30 cartuchos; possui sistema de funcionamento automático e semiautomático; coronha dobrável; alcance útil de 600m e utiliza munições nacional.
Em comparação com o FAL, o IA2 é uma arma mais curta e mais leve, proporcionando maior maneabilidade. É mais leve, em consequência do uso de mais polímeros de engenharia (de alta resistência) no IA2, em especial no guarda-mão, na tampa da caixa da culatra e na coronha. Além disso, a tampa da caixa da culatra, que era de aço no FAL, foi modificada para para polímero no IA2. Há também, no IA2, uma melhora na parte ergonômica, tendo o fuzil um mínimo de recuo e impacto transmitido ao atirador. Também foram realizadas melhorias no sistema de pontaria, na empunhadura, no isolamento térmico do guarda-mão e no sistema de tomada de gases. O fuzil pode ainda ser equipado com diversos acessórios, como lunetas intensificadoras de imagem, apontadores laser e lanternas táticas, tornando-o um "sistema de armas”.
O FN FAL, no Brasil chamado Fuzil Automático Leve é utilizado desde 1964 pelo Exército Brasileiro e recebe nomenclatura de Fuzil 7,62mm M964 – FAL e Fuzil 7,62mm M964 A1 (Para-FAL). De acordo com o Exército, o FAL continuará a ser empregado, mesmo com a entrada do IA2
O contrato firmado pelo Exército Brasileiro, por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) com a IMBEL tem o valor de R$ 7.869.330 para a aquisição de um lote piloto de 1.500 unidades, que já foram entregues, ou R$ 5246 cada arma.
Tags: ARMAMENTO, exército, fuzis, mudança, tropas
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

TSE autoriza envio do Exército para patrulhar Favela da Maré nas eleições

Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou hoje (25) que tropas do Exército façam o patrulhamento da região da Favela da Maré, no Rio  de Janeiro, durante as eleições. Por unanimidade, os ministros entenderam que soldados que já estão naquela localidade, onde fazem a ocupação da área, podem prestar auxílio à Justiça Eleitoral no dia 5 de outubro, dia do primeiro turno.
O pedido foi feito pelo Corregedoria da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro. No dia 4 de setembro, o TSE rejeitou o envio de tropas federais para garantir a segurança das eleições no estado do Rio de Janeiro porque a Secretaria de Segurança não aprovou o envio imediato dos soldados.
Na ocasião, o relator do processo, ministro Henrique Neves, disse que conversou com autoridades da secretaria, que relataram não ter notícias de incidentes no interior do estado durante a campanha eleitoral, Na capital, o ministro foi informado que, em localidades onde as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) estão presentes, também não foram registrados problemas.
 
Tags: 2014, campanhas, candidatos, Eleições, sucessão

sábado, 31 de maio de 2014

Copa: Exército terá 300 homens para atuar em caso de atentado nuclear no Rio

Por Agência Brasil |
     

O principal foco de atenção dos militares será o Estádio do Maracanã, que sediará sete jogos do torneio

Agência Brasil
Cerca de 300 homens do Exército ficarão de prontidão na cidade do Rio de Janeiro para atuar em resposta a eventuais atentados envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, durante a Copa do Mundo. O principal foco de atenção dos militares será o Estádio do Maracanã, que sediará sete jogos do torneio, entre eles a final, no dia 13 de julho, mas equipes estão de prontidão para atuar em outros possíveis alvos de ataque, como estações de metrô.
Agência O Globo
Caminhões e blindados do Exército Brasileiro nas ruas do Rio
A informação foi divulgada hoje (31) pelo chefe da Divisão de Defesa Química, Biológica e Nuclear do Centro Tecnológico do Exército, tenente-coronel Paulo Cabral. “Antes do evento, é feita uma análise de risco em vários locais em que pode acontecer um evento desse tipo e eles são reconhecidos previamente”, disse o oficial.
Leia mais: Forças Armadas mobilizam 30 mil para proteger fronteiras antes da Copa
Segundo ele, entre as funções do Exército estará a identificação do agente usado no atentado e o atendimento a vítimas desses ataques, para que elas possam ser descontaminadas. Para isso, os militares trabalham com tendas, que podem ser montadas nos locais do incidente.
"Elas [as pessoas com suspeita de contaminação] passam por uma descontaminação primária e é feita uma triagem nesse pessoal, para verificar se estão contaminadas ou não e o nível de contaminação. Aquelas que estiverem contaminadas devem passar pelo posto de descontaminação total. A gente usa algumas soluções [medicamentos líquidos] preparadas para que seja feita a descontaminação”, disse Cabral.
Na manhã de hoje, as Forças Armadas e os bombeiros fizeram uma simulação de um atentado com uma bomba radioativa dentro de um vagão de metrô. Funcionários do metrô levaram cerca de 20 minutos para atender a cerca de 15 pessoas que simulavam estar feridas. Depois, chegaram militares das Forças Armadas e bombeiros para dar prosseguimento ao socorro médico.
Primeiro, os “feridos” foram encaminhados a uma tenda de descontaminação primária do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos do Corpo de Bombeiros e, depois, para a tenda de descontaminação total do Exército. A simulação foi feita na Estação Cidade Nova, no centro, que fica fechada nos finais de semana.
Leia tudo sobre: igrio • rio • rio de janeiro • copa do mundo • exército • atentado nuclear • copa

sábado, 24 de maio de 2014

Batalha de Tuiuti
Por Felipe Araújo
 
A Batalha de Tuiuti foi o maior combate da Guerra do Paraguai  e da América Latina. Aconteceu em 1866, em uma área do território paraguaio envolvida por pântanos e matagais. No embate, estavam envolvidos Brasil, Argentina e Uruguai, que formavam o grupo dos aliados (Tríplice Aliança); e o exército de mais de 20 mil soldados do Paraguai,  que atacaram um acampamento dos aliados.
Findadas as batalhas do Passo da Pátria e do Estero Bellaco, a Tríplice Aliança, comandada pelo argentino Bartolomeu Mitre, avançou sorrateiramente no território dos paraguaios, até então desconhecido, já que naquela época não existiam mapas precisos sobre a área. Além disso, os aliados não tinham nenhumainformação sobre a força bélica paraguaia.
Solano López, militar paraguaio e presidente vitalício, acreditava que uma esmagadora vitória seria capaz  de empurrar os aliados de volta ao rio Paraná, decidindo a guerra a favor de seu país. Mas seus soldados não eram tão otimistas quanto à possibilidade de vencer o inimigo, visto que, nas fileiras da Tríplice Aliança, havia um maior número de combatentes.
Além disso, o terreno do Tuiuti era mais adequado à defesa, pois os aliados acamparam nos pântanos ao redor do lado Tuiuti. Porém, desacreditando do exército dos aliados e com excesso de confiança, López reuniu o maior contingente de tropas que conseguiu e iniciou o ataque.
Por volta das 11 horas, a batalha começou e teve duração de aproximadamente seis horas. As tropas paraguaias atacaram distribuídas em três colunas. Primeiro ao centro, com quase cinco mil homens que se lançaram sobre a guarda aliada (composta por três batalhões de soldados uruguaios tropas de reforço brasileiras). Já pelos flancos, cada força de combate paraguaia tinha cerca de nove mil homens. Eles tentaram realizar uma estratégia de cercar o Exército Imperial brasileiro e o Exército de Bartolomeu Mitre pelas laterais do acampamento.
Na área de combate dos aliados, houve confusão, falta de comando superior (Mitre estava ausente), imprudência e risco de derrota em diversos momentos do embate. Mas, com a superioridade numérica, o desgaste das lutas e a iniciativa bélica dos batalhões, companhias e brigadas – aos poucos a batalha e se tornou exatamente o oposto do que apresentava inicialmente, com os aliados em uma iminente vitória sobre os paraguaios. Uma importante personalidade da batalha foi o 
General Osório, militar brasileiro que interveio estrategicamente na luta. Osório assumiu o posto de comandante chefe na Batalha do Tuiutí, sendo seu ícone mais lembrado.
batalha de tuiuti2
Segundo relato do brasileiro Dionísio Cerqueira:
“Os Batalhões avançavam; a Artilharia rugia rápida, a revolver; era um contínuo trovejar. Parecia uma tempestade. Cornetas tocavam a carga; lanças se enristavam, cruzavam-se baionetas, rasgavam-se os corpos sadios dos heróis; espadas brandidas a duas mãos, como os montantes nos pares de Carlos Magno, abriam crânios, cortavam braços, decepavam cabeças”.

Consequências

O fim da batalha deixou uma marca de sangue que assusta a América Latina até hoje. A vitória foi dos aliados e o número de mortes não é preciso, variando de fonte em fonte. Apesar disso, todas as pesquisas mostram que a Batalha do Tuiti foi o túmulo do exército paraguaio. As baixas estimadas foram de aproximadamente seis mil homens, entre a artilharia do fronte e os generais. Capturados, feridos e mutilados chegam a seis mil soldados. Algumas unidades foram aniquiladas por completo, como o 40° Batalhão de Infantaria.
Já entre os soldados da Tríplice Aliança, as baixas (mortos+feridos) estimadas passam da casa dos quatro mil combatentes. Só no exército do Brasil estimula-se entre 719 e 736 mortos, além de 2.292 feridos. Entre os que morreram encontrava-se o general Antônio de Sampaio. No exército Argentino, as baixas foram de 126 mortos e 480 feridos. No Uruguai, 133 mortos e 299 feridos.
Diante deste panorama de destruição, no fim da guerra, os aliados continuavam a possuir uma força de combate com certa significância, ao contrário de López que, a partir dali, nunca mais teve forças para armar tropas daquela magnitude a dar início a novos combates, tamanho foi o número de mortes dos paraguaios.
Então, as tropas aliadas firmaram-se em território paraguaio com firmeza. Sem condições para revidar, nem por terra nem por vias marítimas, Solano López resistiu entre Fortaleza de Curupaiti e Fortaleza de Humaitá, local onde estava entrincheirado. Mesmo com as baixas e o fim de grande parte de seu exército, a esperança de Solano ainda era, com isso, desgastar as forças inimigas.
Fontes:
http://www.legiaodainfantariadoceara.org/leginf_bicent_batalha_tuiuti_texto.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Tuiuti
http://mundoestranho.abril.com.br/historia/pergunta_286745.shtml
http://www.tiosam.com/?q=Batalha_de_Tuiuti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Lu%C3%ADs_Os%C3%B3rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Solano_L%C3%B3pez