quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palanque do comício de Dilma e Zeca do PT, em Campo Grande: Coronel Paim e Pastora Simone Paim, na foto, atraz de Dagoberto

Presidente Lula critica duramente Puccinelli e reclama de atitude "injusta, incorreta e eticamente inaceitável"

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Celso Bejarano, Éser Cáceres e Valdelice Bonifácio

Alessandra de Souza
Lula durante discurso nesta noite de terça-feira, em Campo Grande, num comício do PT


O presidente Lula criticou duramente o governador André Puccinelli, do PMDB, candidato à reeleição, durante o comício do PT na noite desta terça-feira, em Campo Grande. Ele sugeriu que o peemedebista o traiu quando o chamou de “pai” e de “fada madrinha” a presidenciável Dilma Rousseff sendo que voltou atrás e “disse outra coisa” uma semana depois.
“Na presença do adversário, ela não é mais a fada madrinha e eu não sou mais o pai”, reclamou. André Puccinelli, que fazia frequentes elogios a Dilma, preferiu apoiar o tucano José Serra, principal adversário do PT na disputa presidencial.

Antes de fazer esse comentário no comício do PT de MS, realizado na noite desta terça-feira, na Avenida Fernando Corrêa da Costa com a presença do ex-governador Zeca do PT e dos principais candidatos da coligação “Força do Povo”, Lula disse que não “atacaria ninguém, não falaria mal de ninguém”.
Contudo, logo em seguida, o presidente recordou que três anos atrás, quando veio a Campo Grande com Dilma no lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), leu nos jornais locais que quem governava Mato Grosso do Sul “era ele [Lula] e não o governador”.
“Não sei se amigos ou inimigos [jornais], mas li essa notícia”. Depois Lula disse que em uma conversa com Puccinelli, o governador o chamou de “Pai Lula” e Dilma, a então ministra da Casa Civil, de “fada madrilha”.
“Não fomos nós que pedimos, eu fiquei até agradecido porque o governo era capaz de reconhecer o trabalho de uma mulher (...) Eu nunca pedi elogios para ninguém”.
Lula fez uma pausa, e disparou: “eu fiquei chateado, aos 67 anos de idade, eu não tenho idade e nem direito de me decepcionar. Não é justo, não é honesto, uma semana depois [ele, Puccinelli] dizer outra coisa, não é justo, não é correto, não é eticamente aceitável”, disparou.
Após breve pausa, o presidente voltou ao ataque contra Puccinelli: “eu sei o que acontece aqui. Que obras federais aparecem na TV como se fossem estaduais”, disse Lula. Daí em diante sugeriu que a imprensa apurasse os indicativos de obras bancadas por dinheiro estadual e dinheiro federal. “Mostrem [imprensa] quem é que fez mais por Mato Grosso do Sul”, desafiou.
"A imprensa investigativa, pesquisem. [...] A imprensa tem a obrigação de não permitir que ninguém minta em época de eleição", completou.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Militares fazem exercício antes de embarcar para Haiti


Chegada de brasileiros Chegada de brasileiros que estavam no Haiti, em janeiro deste ano.

Nova leva viaja a
partir de 15 de agosto."

Concentrados no 20º RCB (Regimento de Cavalaria Blindado), em Campo Grande, 809 militares do Exército Brasileiro terão mais duas semanas de exercícios de preparação rigorosos para integrarem a Missão de Paz no Haiti, a partir de segunda. O comando alerta a população sobre as ações que envolverão grante efetivo nas ruas de Campo Grande.

Até o dia 30 de julho os militares – dentre os quais 517 de Mato Grosso do Sul – realizarão as fases finais do processo de preparação, que engloba situações análogas às vividas pela Missão de Paz no Haiti.

A preparação se iniciou há 4 meses, com o processo de seleção psicológico e físico. Em seguida os militares passaram pela fase de instrução individual básica. Agora ocorre a fase final: os exercícios básico e avançado de operação de paz.

A primeira fase, que irá durar uma semana, servirá para que o comando do batalhão avalie o preparo da tropa. Na semana seguinte os militares serão avaliados individualmente em suas habilidades.

“Serão criadas situações possíveis de acontecer no Haiti e organizadas diversas oficinas, desde controle de distúrbios civis ao atendimento à população, inclusive com a participação de haitianos, fazendo com que a tropa se comunique usando o creole (língua falada no Haiti)”, garante o major Leonardo, da comunicação do Exército.

Dentre os 809 militares que participarão dos exercícios de preparação estão duas mulheres, que passaram pelas mesmas provas que envolveram a seleção dos homens. São duas sargentos, que atuarão como técnicas de enfermagem.

De acordo com o Exército, participarão da Missão de Paz no Haiti militares de diversas partes do Comando Militar do Oeste, dentre os quais integrantes do Comando Militar do Planalto. O embarque acontece a partir de 15 de agosto em 7 escalões, para que a substituição dos militares seja gradual. O último escalão viaja no dia 2 de setembro.

Para o major Leonardo, os militares mostram satisfação em participar da Missão de Paz. “Todos possuem a noção da grandiosidade de representar o País e os nossos valores. Nossa missão é cooperar na estabilização do Haiti e isso move militar”, explicou.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Jornalista aquidauanense completa 28 anos de rádio





Radialista profissional e jornalista por formação, Iramar Ferreira, que atualmente trabalha na Rádio Difusora/Band – AM 1340, completou na última sexta-feira (09) 28 anos de rádio.
Começou a sua trajetória profissional na Rádio Independente, como técnico de som (operador de áudio), cuja emissora ainda era de propriedade do jornalista 120 Antonio Rodrigues Garcia, e depois de muito aprendizado encarou o desafio de ser locutor e repórter.
Porém, teve de interromper a carreira para servir a Pátria como soldado do glorioso Exército Brasileiro, na unidade do 9º Batalhão de Engenharia de Combate de Aquidauana. Depois disso, entrou na Rádio Difusora e, ao lado dos veteranos radialistas, Ferreira da Silva, Áureo da Silva, Sady Soares, Waldemar dos Reis (Corrêa Filho) entre outros, passou a integrar o rol de comunicadores da emissora apresentando programas variados – jovem e sertanejo – e ainda trabalhando como repórter de externa e apresentador noticiarista no stúdio.
Dentre os programas que apresentou na Difusora, "Paisagem Sertaneja", "Mensagem Social", "Aquarela Musical", "Entardecer no Sertão", "Difusora Notícias" e "Plantão Policial".
Deixou a rádio, após a emissora ter sido arrendada para a Igreja Apostólica de São Paulo. Logo, retornou a Rádio Independente onde apresentou programa jovem, matinal, e integrou a equipe de jornalismo da emissora como repórter externo do "vermelhinho da Independente", porém, na supervisão do jornalista Armando Amorin Anache - hoje diretor da rádio.
Depois, retornou a Rádio Difusora onde completou na mesma data, ou seja, 09/7, nove anos comandando o programa "Na boca do povo", diariamente, das 10h45 às 11h30, pautado em reportagens, entrevistas, reclamações e prestação de serviços. Ou seja, trata-se de um programa jornalístico, crítico, opinativo e popular.

Jornalismo:
Diplomado no curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade Estácio de Sá de Campo Grande, em 2009, Iramar Ferreira, trabalhou como colaborador e/ou articulista em vários jornais impressos da região - jornal "Princesa", (jornalista Arnaldo Bastos – falecido); Tribuna Popular (Álvaro Pereira – Jardim/MS); Porta-voz (jornalista José Pedro Frazão); O Pantaneiro (jornalista José Lima Neto), entre outros periódicos local.
Além de radialista e jornalista, Iramar Ferreira é funcionário de carreira da Câmara Municipal há 24 anos, ocupou o cargo de Assessor de Imprensa da Casa em outras legislaturas, e atualmente presta a mesma assessoria de imprensa no gabinete parlamentar do vereador Cipriano Mendes Costa.



Fonte: Difusora1340

domingo, 11 de julho de 2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

BRAENGCOY realiza asfaltamento noturno nas ruas do Haiti.

Porto Príncipe, Haiti - No mês de novembro, foram realizadas três operações tapa-buracos na Avenida Toussaint Louverture, importante via de tráfego da capital. O trabalho transcorreu à noite, tendo em vista o grande movimento de carros naquela região durante o dia. Foram empregadas 60 (sessenta) toneladas de asfalto num trecho de aproximadamente 2.500 metros. Além de contribuir para melhorar o tráfego de veículos civis que passam pela via, este trabalho melhorou a ligação da Base Logística da MINUSTAH (Log Base) com as unidades sediadas na capital haitiana.
Fotos: Cb Augusto Camargo e Acervo BRAENGCOY

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O SOLDADO E SUA PARTICIPAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO BRASIL

(Palestra realizada pelo então Tenente Edson Nogueira Paim, no Rotary Club de Aquidauana, em 1962, como representante do Comandante da 1a. Companhia do 9o. B.E.Comb.)

A par do dever constitucionalmente imposto - o de defender o país contra agressão externa e manter a ordem interna – o que, por si só, justificaria a existência do soldado, como elemento fiador de uma condição indispensável para o desenvolvimento social, isto é, para que atinjamos, rapidamente, uma ordem social mais justa, humana e cristã, situação essa a que chegaremos se repudiarmos toda sorte de imperialismo da esquerda ou da direita, se combatermos sem trégua o poder econômico avassalador, que esteja concentrado nas mãos de grupos particulares monopolistas ou de Estados totalitários controlados por partido único, o que vale dizer, das cúpulas partidárias, há, ainda, importantes contribuições das forças armadas de hoje e, portanto do soldado moderno, para o desenvolvimento social do Brasil.

Senão, vejamos:

Ao apresentar-se o conscrito, pela seleção militar são descobertos, muitas vezes, frustros de moléstias contagiosas, cujos portadores, pela ignorância de seu estado, ameaçam a saúde dos comunicantes.

Diagnosticados precocemente seus males, isso possibilita ao doente buscar os recursos necessários á sua cura.

Incorporado, passa o homem a receber cuidados médicos, odontológicos, que o capacitam a resistir aos esforços mais árduos, na instrução militar e na educação física, que contribuem decisivamente para a robustez do homem brasileiro e para a própria eugenia da raça.

Recebendo a alimentação balanceada das forças armadas, cria o soldado o habito de alimentar-se adequadamente.

A imunização compulsória do militar previne inúmeras moléstias contagiosas.

Portanto, é na caserna que se encontra o melhor ambiente para a prática da saúde publica. Daí a necessidade de perfeita coordenação entre os corpos de saúde e das forças armadas e os serviços de saúde publica civil.

Os conhecimentos de higiene ministrados aos oficiais dos corpos de saúde (do exercito, principalmente): Médicos, farmacêuticos e dentistas, capacitam-nos a ministrarem educação sanitária á tropa, cujos conhecimentos serão depois disseminados para o meio civil pra o qual retorna, influenciando quase sempre os elementos que convivem com o reservista.

Cumprindo disposições regulamentares que exigem a alfabetização dos convocados, esta o meio militar contribuindo, decisivamente, para a diminuição do vergonhoso índice de analfabetismo do país e removendo a terrível venda dos olhos desses quase cegos analfabetos, melhorando consequentemente seu nível de vida.

Estranham muitos a interferência indébita de militares nas atividades administrativas do país. Por que será, amigos rotários?

É simples a resposta: é porque o militar também almeja o desenvolvimento do país e o bem-estar de seu povo e porque as forças armadas são uma escola de liderança. De um contingente de 40 conscritos incorporados em Aquidauana, somente um deles havia dirigido mais de 10 homens, assim mesmo apenas os empregados de seu pai. Um mês após, cerca de 30 desses convocados, depois de matriculados no curso de cabos, já começavam a comandar os restantes de seus companheiros.

Voltando as suas ocupações civis, terão naturalmente mais facilidade para galgar postos de direção e, se atingi-los, maiores serão suas possibilidades de êxito. Não é, pois, por acaso que muitas vezes militares ocupam cargos na administração publica. Ninguém iria convocá-los pela condição única de ser militar. Logo, a restrição a fazer-se não deve ser de ordem genérica; a restrição que se impõe deve ser apenas de ordem pessoal, de origem cultural ou de ordem técnica.

Por outro lado, a evolução do nosso tempo e a própria evolução cultural de nossa gente, exige um constante aprimoramento por parte dos quadros militares.

A arte da guerra moderna solicita do militar conhecimento profundo de geografia (física, política e econômica), matemática, física, psicologia, ciências sócias, higiene e outros ramos do conhecimento, que lhe sugerem aplicações em investimentos mais produtivos para a pátria. O militar moderno não se contenta em estudar a arte da destruição, mais quer participar ativamente da tarefa de construção de um porvir melhor, prefere ir gradativamente se adaptando ao mundo futuro que há de vir breve, em que será desnecessária a guerra para a solução de pendências ou divergências de opiniões, em que reinara definitivamente a paz, porque o homem civilizado não briga
Para que os paises belicosos substituam o ideal de guerra pelo de paz, faz-se necessário que seus militares se diluam no povo, convivam com o povo, se identifiquem com o povo, sintam as mesmas alegrias e aflições do povo e se confundam com o próprio povo.

Para isso, as repartições militares de hoje, tem sempre o seu oficial de relações publicas, que é o seu diplomata, o homem encarregado de manter boas relações com as autoridades militares e civis, de atender com fidalguia, e indistintamente a todos os que necessitem dirigir-se a essa corporação.

E, para adaptar-se á realidade social que atravessamos, não prescinde o meio militar, e nem o militar individualmente, de utilizar, para bem servir á coletividade, o mais moderno, complexo e útil ramo de conhecimento – a pratica das relações humanas, que é, com certeza, o vosso ideal, o ideal rotário.

É isso justamente o que fazeis ao receber o representante do comandante da guarnição militar de Aquidauana, Tenente Edson Pierre Marcello para privar convosco, honra que, em seu nome, penhorosamente agradeço.

Acredito Senhores, que o soldado moderno tem realmente um papel relevante no desenvolvimento social do Brasil. Espero que o tenha explanado, ainda que palidamente. Muito obrigado, Senhores rotários!

(Palestra realizada pelo então Tenente Edson Nogueira Paim, no Rotary Club de Aquidauana, em 1962, como representante do Comandante da 1a. Companhia do 9o. B.E.Comb.)

domingo, 24 de maio de 2009

VILLAGRAN CABRITA - PATRONO DA ARMA DE ENGENHARIA




O Ten Cel João Carlos de Villagran Cabrita tombou no dia 10 de Abril de 1866, em plena Batalha da ilha de Redenção, no rio Paraná, quando então comandava o Batalhão de Engenheiros, originário do lusitano Real Corpos de Engenheiros.
Foi uma jornada de intensos combates, de sangrentos encontros e heróicas ações de astúcia e engenhosidade. A coragem de Villagran Cabrita galvanizava a determinação dos homens que o seguiam em todas as ações.
Naquele cenário heróico, depois da agitação, do entrevero e do cansaço, a espessa fumaça, com cheiro de pólvora, se disparava um tiro isolado. Permaneciam apenas os despojos dos guerreiros com seus uniformes azuis e brancos manchados de sangue, aferrados à posição que defenderam até a morte. Os engenheiros, bem como o seu chefe, afirmaram-se como combatentes abnegados e eficientes, porque ninguém os expulsou dali.
O ilustre chefe, valoroso e heróico comandante , reviveu para a glória, como só ocorre com os verdadeiros soldados. Pelo exemplo legado e méritos incontestáveis, tornou-se patrono da Arma de Engenharia. É ele quem está à testa de todas as tropas de Engenharia que hoje desfilam, como a indicar o caminho às gerações de engenheiros que o sucederam na honrosa e digna missão de manter inviolável o imenso patrimônio territorial recebido como herança de nossos antepassados.



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http://www.17gac.eb.mil.br/Atv_sociais/Civismo/Patronos/Patronos.htm